Deputado Ossesio parabeniza recriação do ministério dos Direitos Humanos

Deputado Ossesio parabeniza recriação do ministério dos Direitos Humanos

O deputado Ossesio Silva (PRB), coordenador da Frente Parlamentar de Combate ao Extermínio da Juventude Negra em Pernambuco, prestou homenagem, por meio de Voto de Aplauso, a recriação do ministério e a nomeação da nova ministra dos Direitos Humanos, à desembargadora Dra. Luislinda Valois. Antes de assumir a pasta, ela ocupava a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Ministério da Justiça e Cidadania.  O requerimento 2725/2017, foi aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa do Estado.

O deputado Ossesio, presidente da comissão de Assuntos Internacionais da Alepe destacou a importância do ministério para o nosso país, no plano internacional. “Em todos os estados brasileiros temos que lutar contra o preconceito aos imigrantes, principalmente na questão racial. As pessoas de países africanos e caribenhos,  necessitam do apoio do poder público. A situação dos refugiados de guerra e os direitos das minorias” disse.

O parlamentar republicano ressaltou a iniciativa do Governo Federal com a recriação do órgão. “Acredito que o ministério foi recriado porque o tema ultrapassou, as fronteiras do nosso país. Por isso  parabenizo a escolha da nova ministra, a desembargadora Dra. Luislinda Valois, por toda a sua experiência, tanto no Tribunal de Justiça na Bahia, como secretária de igualdade racial”, afirmou.

Perfil

Luislinda Dias de Valois Santos nasceu em Salvador, na Bahia, em 1942. Filha de uma lavadeira, de um motorneiro de bonde, e neta de um escravizado, teve uma infância pobre.

Com a morte precoce de sua mãe, ajudou a cuidar dos irmãos e, por isso, formou-se em Direito na Universidade Católica de Salvador aos 39 anos de idade. Tornou-se juíza em 1984.

Foi autora da primeira sentença de condenação por racismo no país, em 1993. Criou, em 2003, o projeto “Balcão de Justiça e Cidadania”, para resolução de conflitos em áreas pobres de Salvador. Em 2009, publicou, pela editora Juruá, o livro O negro no século XXI.

Em 2011, foi promovida, por antiguidade, a desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), aposentando-se alguns meses depois.

No mesmo ano foi premiada com a Camélia da Liberdade, em reconhecimento a personalidades que promovem ações de inclusão social de afrodescendentes.

Em 2012, tomou posse na Academia de Letras José de Alencar, em Curitiba, no Paraná, ocupando a Cadeira nº 6. Além disso, no mesmo ano, recebeu o título de embaixadora da paz da Organização das Nações Unidas (ONU). Além disso, recebeu o título de embaixadora da paz da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2012.

Texto: Thiago Gouveia

Foto: Alepe

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