Centenas de reis africanos se reunirão para louvar a Deus em Israel

Centenas de reis africanos se reunirão para louvar a Deus em Israel

O rei Ayi foi coroado em 1994 como soberano do povo Ayigbe, que está espalhado pela Costa do Marfim, Gana, Togo e Benin. Ele vive exilado nos EUA. Em 2002, durante a Segunda Conferência Mundial do Conselho de Chefes e Reis da África, foi escolhido pelos seus pares como chefe da organização.

Na conferência seguinte, em 2005, anunciou seu desejo de levar todos os 350 reis africanos para Israel, para recitar oshema (a declaração de fé judaica, Dt 6:4-9), no Muro das Lamentações, em Jerusalém. Ele afirma que a ideia foi recebida com grande entusiasmo.

“Pelo menos metade dos reis que irão afirmam que, pela tradição do seu povo, eles são descendentes de judeus”, afirmou Ayi. “Alguns desses reis, porém, são imãs muçulmanos. Mesmo assim, eles querem ir. Estão indo com a intenção de reconhecer que Deus criou o mundo inteiro”.

Depois de 11 anos e muitas viagens, a visão do líder dos Ayigbe se concretizará durante o sukkot [Festa dos Tabernáculos] em outubro. O encontro está sendo organizado com o apoio do Ministério de Assuntos Religiosos de Israel.

O rei africano também procurou apoio de líderes religiosos. Ayi reuniu-se com os rabinos Chaim Kanievsky e Shmuel Auerbach, duas figuras importantes no judaísmo ortodoxo. Comemora que recebeu incentivo da Beit Din (Corte rabínica) de Bnei Brak, bem como do novo Sinédrio.

A ideia por trás da reunião da realeza é baseada na profecia de Zacarias 14:16.

Além da missão religiosa, a visita será também uma oportunidade para aprofundar a ligação diplomática entre Israel e a África. Seminários educacionais e passeios serão intercaladas com reuniões com funcionários do governo.

Para o rei Ayi, este é o ponto alto de uma jornada pessoal. Explicou ao Breaking Israel News que na sua família todos acreditam serem descendentes de judeus. “Sempre nos abstivemos dos alimentos considerados proibidos na Torá”, explicou. “Circuncisões são realizadas no oitavo dia, e mantemos as leis da niddah (pureza familiar). Celebramos o Rosh Hashanah, o ano novo judaico, soprando um shofar(trombeta de chifre de carneiro) “.

Judeus negros são comuns

Embora possa parecer estranho para muitos, diferentes tribos africanas possuem tradições que os liga à Terra Santa. Existem diversas comunidades de judeus negros espalhadas pela África. Os mais conhecidos são os lembas em Zimbábue e na África do Sul, os igbos, na Nigéria, e os ybir, na Somália, além de povoados em Moçambique, Camarões, Costa do Marfim, Gana e Quênia.

A maioria delas eram reconhecidas pelos judeus europeus desde o século 19. Antes de Israel ser refundado, rabinos-chefes reconheceram a ligação deles em 1947. Os etíopes, por exemplo, apelam para a Bíblia. Sua família real afirma ser descendentes da rainha de Sabá, que teria engravidado do rei Salomão.

Outras etnias, como os lembas têm comprovação científica. Em 2010, sua origem semita foi comprovada por exames de DNA numa pesquisa liderada por Tudor Parfitt, professor de estudos judaicos modernos da Universidade de Londres, na Inglaterra.

Apelidadas de “Tribos Perdidas de Israel”, segundo o pesquisador, eles são descendentes dos cohanim, a família de sacerdotes judeus da tribo de Levi. Os estudos apontam que o ancestral comum de ambas os povos viveu entre 2 600 e 3 100 anos atrás.

O rei Ayi explicou que a tradição oral do seu povo narra que seus antepassados vem do Egito, onde o povo judeu viveu durante séculos. “Judeus e negros são quase os mesmos. Estamos realmente uma grande família “, comemora.

Fonte: GospelPrime

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