Oscar: Brancos, negros ou competência?

Pelo segundo ano consecutivo, a Academia de Cinema dos Estados Unidos nomeou exclusivamente atores brancos, motivando uma onda de protestos e apelo a um boicote na cerimônia do Oscar 2016. Desde a divulgação da lista de concorrentes ao principal prêmio do cinema mundial, esse tem sido um motivo de controvérsia.

Análises dos prêmios do Oscar, realizada anualmente, pela Universidade da Califórnia, desde 2000, confirma que pouco mais de 9% das indicações foram para negros, que hoje representam 12,6% da população americana, segundo o Census Bureau.

Resumindo, atores brancos estão super-representados quando o assunto são as indicações. Talvez exista sim uma ótima explicação para isso. Para se ter um ideia, de acordo com o jornal Los Angeles Times, dos 6 mil membros que decidem os vencedores, 93% são brancos.

O fato é que, com toda certeza, essa premiação não representa a diversidade racial americana, atores negros estão sub-representados no cinema dos Estados Unidos. Interpretações como Michael B. Jordan, do bem-sucedido Creed – Nascido para Lutar, Idris Elba, que interpreta um líder militar no filme sobre crianças-soldados, Beasts of No Nation, da Netflix, e Will Smith, que estrela o longa Um Homem Entre Gigantes, foram completamente ignorados… Será mesmo que esses atores precisam provar talento e profissionalismo para a Academia? Não! Falta a Academia provar que existe sim a falta de reconhecimento dos responsáveis que julgam as interpretações de atores e atrizes afro-americanos.

Mas, para amenizar a situação, vamos convidar os atores negros apenas para apresentar os grandes vencedores (brancos) do Oscar, (e assim relembrar um passado não muito distante) e fingir que não existem acepções e que tudo não passou de um exagero da mídia. Enfim, que os negros possam ser reconhecidos pelo seu talento e não pela cor de sua pele.

Bispo Ossesio Silva Deputado Estadual

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