O negro na política brasileira

Não é novidade que a escravidão no Brasil, deixou graves consequências para a população negra em todos os âmbitos sociais. Mesmo após a abolição, os negros já “libertos” foram excluídos dos direitos sociais e de cidadania, e assim, foram “inseridos” dentro de um contexto social majoritariamente racista, com bases com em uma concepção histórica branca e europeia. Estigmatizados pela sua cor e considerados inferiores, levou a população negra a uma segregação histórica geracional. Essa discrepância também engendrou o que podemos chamar de uma exclusão política dos negros (que perdura até os dias atuais). Já que, a política brasileira, desde seus primórdios, foi protagonizada por brancos.Para se ter uma ideia, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas eleições de 2014, 55% dos 25,3 mil candidatos eram brancos, 34,9% pardos e 9,2% negros. Dos 1,6 mil eleitos, 75,6% são brancos, 21% pardos e apenas 3,1% negros. No Congresso Nacional, dos 594 parlamentares, menos de 10% são negros.Em Pernambuco, na Assembleia Legislativa, foram eleitos apenas três deputados estaduais negros. Esse número representa apenas 6,1% do total, de acordo com TRE/PE. São números que não se coadunam com a realidade brasileira, já que, segundo o IBGE, os negros e mestiços representam mais de 50% da população. Por isso, a necessidade de se criar cotas nas universidades, no serviço público e políticas públicas de enfrentamento a discriminação racial, para tentar amenizar essa disparidade social e promover igualdade. Acredito que enquanto não houver um politica nacional que garanta o espaço de negros em cargos de relevância e principalmente no parlamento, dificilmente essa lacuna será suprida. Só assim poderá haver alguma mudança no processo politico brasileiro e uma maior representação do negro no cenário político do país.

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