Ossesio Silva visita sede da Hemobrás

Ossesio Silva visita sede da Hemobrás

Goiana (PE) – O deputado estadual Ossesio Silva (PRB-PE) visitou, no último dia 27, a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), em Goiana, na Mata Norte de Pernambuco. Orçado em mais de R$ 1 bilhão, o empreendimento deverá ter 20 prédios e 48 mil metros quadrados de área construída. O parque começou a ser erguido em 2011, mas ainda falta a conclusão de 30% da obra.

Os contratos da estatal com empresas estrangeiras preveem a produção de hemoderivados e biofármacos para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como a transferência de tecnologia para que esses produtos sejam fabricados nacionalmente. Esses processos, contudo, estão parados devido a problemas com licitações e à interrupção de parceria com a empresa irlandesa Shire pelo Ministério da Saúde (MS). A pasta vem demonstrando a intenção de transferir a produção do medicamento fator VIII recombinante, uma das principais fontes de renda da estatal, para o município de Maringá, no Paraná.

“É importante trabalhar para que a Hemobrás funcione regularmente, garantindo o barateamento dos medicamentos utilizados por hemofílicos e outros pacientes do SUS”, disse Ossesio Silva, que é membro da Frente Parlamentar em defesa da Hemobrás.

Impasse

Em julho deste ano, uma decisão do ministro da Saúde, Ricardo Barros, interrompeu a Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre a Hemobrás e a Shire Farmacêutica Brasil para a transferência de tecnologia de produção do fator VIII recombinante. O ministério alegou que, em cinco anos, não houve evolução no processo. De acordo com a empresa irlandesa, os problemas no repasse da tecnologia aconteceram principalmente em razão da falta de investimentos na estatal.

No dia 10 deste mês, a 3ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco determinou que o Ministério da Saúde formalizasse o pedido de compra do recombinante no âmbito da parceria da Hemobrás com a Shire, em um prazo de 72 horas. Até o momento, o órgão não realizou a nova requisição. O pedido deveria ter sido feito em agosto para dar conta do tempo de produção e abastecimento da população a partir de fevereiro de 2018, quando vence o último contrato firmado entre o MS e a Hemobrás para garantir o fornecimento de medicamentos.

Fonte e foto: Ascom – Alepe
Edição: Ascom – PRB Pernambuco

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